Antes mesmo do videogame ser lançado, já tínhamos notícias de Super Mario Galaxy, que posteriormente seria eleito como o melhor jogo de 2007, por ter encantado os jogadores e às críticas especializadas, afinal, não é todo jogo que tira 9,7/10 no IGN ou 38/40 na motherfucking Famitsu.
Porém, existe uma palavra muito propícia para ser usada para classificar esse jogo. Qual seria essa palavra?
Bem, fanboys não vão ficar muito felizes comigo, mas essa palavra é Overrated. E se você não sabe o que é isso, segue uma pequena definição de dicionário:
–verb (used with object), -rat·ed, -rat·ing.
to
rate or appraise too highly; overestimate
E se você ainda não entendeu, esse jogo é altamente superestimado. Pois é, ele encantou milhares de pessoas. Mas a mim não.
“AH, MAS AÍ O PROBLEMA É QUE VOCÊ É UM BABACA QUE NUM SABE APRECIAR AS COISAS BOAS DA VIDA.” Pode ser, mas tenho o direito de expressar minha opinião.Então vamos começar com as minhas primeiras impressões:
1- OH MY GAWD SUPER MARIO GALAXY
Ganhei esse jogo no natal do ano de lançamento. Não havia jogado ele antes, mas fanboyismo e o hype me fizeram pedir – entre muitos outros jogos melhores – Super Mario Galaxy. Coloquei ele no meu Wii felizinho da vida e fui jogar. No começo, fiquei encantado. Os gráficos eram lindos pros padrões do videogame, a trilha sonora era maravilhosa, e o jogo já começa com meteoro caindo, gente correndo, explosões e o Bowser tocando o terror no Reino dos Cogumelos. Não havia possibilidade daquele jogo ser ruim. Depois do Bowser ter pra variar sequestrado a princesa Peach junto com o castelo dela e mandado tudo literalmente pro espaço, Mario tenta salvar ela mas acaba sendo ownado e lançado através do cosmos, acordando em um planetinha random, onde ele conhece a princesa e guardiã das estrelas Rosalina, com um cabelo que prova que o emocore na época ainda era uma modinha intergalática que governa uma população de estrelinhas chamadas Lumas, aquelas que irão posterirmente se transformar estrelas maiores e planetas. E esse planetinha funciona como o observatório da Rosalina, com o qual ela observa as estrelas e viaja pelo universo. Mas Mario não pode usá-lo para ir atrás de sua amada, porque Bowser roubou a energia. Então ele parte para encontrar as Power Stars para trazer a energia de volta ao observatório e poder derrotar seu clássico inimigo, resgatando a princesa pêssego.
Tudo excelente até aí. Fui começar a jogar pra valer. Estava louco para encher Goombas de soco assim como eu fazia no clássico Super Mario 64!
Até que eu descobrí que não tinha soco. Qual o ataque principal de Mario nesse jogo? Ele gira. Sim, ele gira. Por que ele gira? O Crash gira, o Mario não. Por que limitar tanto assim os nossos ataques?
Pois é, parece que ninguém percebeu, mas esse maldito giro é absurdamente limitado, e existe um tempinho de espera que você precisa dar entre um ataque e outro, e o jogo foi aos poucos ficando monótono.
Mas claro que a monotonia não é causada só porque o Mario gira. Calma, não sou um hater babaca que usa qualquer desculpa pra causar polêmica:
- Heh, Crepúsculo é uma merda.
- Por que acha isso?
- Heh, porque ele brilha no sol.
Não que eu goste de Crepúsculo, pelo contrário, mas se vai criticar, tenha argumentos. E eu tenho muitos argumentos mais.
Voltando, fui jogando. A sensação de gravidade que o jogo dá, de cruzar planetóides, de ser lançado em uma estrela-canhão para o outro lado da fase são simplesmente ótimas, mas o design das fases é monótono. A quantidade de fases insuportáveis nesse jogo é imensa! Existem fases que são 100% point-and-click, seja pra soprar o Mario que tá dentro de uma bolha, ou ir clicando em umas estrelinhas ‘magnéticas’ a fase inteira pra fazer o bigodudo chegar na Power Star. Porra, por favor, sejamos um pouco mais inspirados do que simplesmente fazer com que nossos fanboys fiquem olhando pra tela, apontando e clicando. Isso não é Strong Bad, nem Sam & Max. Isso é Mario.
Os power-ups também são extremamente irritantes: Temos o Bee Mario, ou Mario-Abelhudo, que pode voar por um tempo limitado em uma velocidade lenta e se grudar em mel pra subir na parede, geralmente usado em fases horríveis nas quais suas ações consistem em escalar a parede pelo mel e pular pra alcançar outro pedaço de parede melada; O Boo Mario, no qual ele vira um fantasma e pode atravessar grades; O Spring Mario, no qual ele vira uma mola que é chata de controlar, mas que é inegavelmente criativo; O Fire Mario, clássico; O Ice Mario, que possibilita ele a congelar os inimigos e canos vazando água já que ele é um encanador imponente pra transformar eles em plataformas pra subir, o Rainbow Mario também conhecido como Nyan Mario, que é o clássico Mario invencível que faz tãtãtãtãtãtãnana (wtf), e o Red Mario, que é exatamente como o Wing Mario do Mario 64.
Super Mario Galaxy é literalmente um jogo para japoneses, já que um dia alguém declarou que “japoneses não gostam de jogos rápidos e frenéticos”. Super Mario Galaxy é extremamente lento. A trilha sonora é perfeita, mas somada à lentidão do jogo, parece uma sessão de estudos de Geografia. Dá um sono do cão.
2- [Spoiler Alert] Supernova
No final do jogo quando eu já não aguentava mais, não pude deixar de ficar alarmado com o desfecho daquilo. Mario e o observatório se encontram indo em direção a um buraco negro, obviamente sem muita alternativa. A solução? Todas as coitadas estrelinhas Lumas bonitinhas vão em direção ao buraco negro. Todas. E ele explode em uma supernova. Até que Rosalina faz um discurso sobre ‘as estrelas não morrerem e sempre renascerem como novas estrelas’. Então peraí, as Luminhas morreram!? PORRA NINTENDO, CÊ ME ENCERRA UM JOGUINHO COM UM GENOCÍDIO DE ESTRELAS BEBÊS!? CÊ ACHA QUE TÁ CERTO ISSO!?